quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Yep, Brazilians 7 x 1 Democracy. (about coup and Brazilian deputies/judges)

"O único chute, aliás, foi gol contra: a afirmação do procurador de que “não temos prova, mas temos convicção”. Que mereceu uma blague matadora: uma foto do helicóptero com os 400 quilos de cocaína e a frase “nós temos provas, mas não temos convicção”.

http://jornalggn.com.br/noticia/denuncia-inepta-da-lava-jato-expoe-o-ministerio-publico



Does Judiciary´s level of shame get pass than Brazilian legislature (coup against ex-president Dilma)?
Hard to say.  How Judiciary can say "we have no proofs against Lula, but we are convinced" but in a old not too old case like "helicoca (deputy´s chopper overloaded with almost 0,5 tons of coca * )" they said that "we have proofs but we are not convinced".   How, Sirs, how this "people" and its leaders can embarrass themselves so deeply?

In 64´s, they had cannons and troops, now they have liars and poker faces. WTF???


(*https://youtu.be/A9LxCYAtyc0

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Overdose de meritocracia (Meritocracy´s overdose)




Texto escrito por Irlan Simões.


Meio difícil acreditar que só "se tratava de dívida", expressa numa carta de adeus, a motivação para o sujeito matar os filhos e a mulher antes de tirar a própria vida. Mas tem uma coisinha convincente: era um morador da Barra da Tijuca.

Tenho menos de dois anos morando no Rio de Janeiro e pude ouvir, ler e perceber com meus próprios olhos o tipo de sujeito que habita aquela região da cidade.

Veja bem, nem todo morador do "planeta Barra" se encaixa no que digo/dizem, mas é meio sintomático o que se passou. Vou citar até fonte bibliográfica.

Dia desses, um dos talentosos cronistas facebookers do cotidiano do subúrbio carioca, Anderson França, que fez um longo perfil sobre seus ex-vizinhos que chiavam da possibilidade de o metrô chegar até a Barra. E levar um monte de pobre para as praias daquele mundinho particular.

O cronista falava como esse típico novo-rico-nem-tão-rico morador da Barra raciocinava. Um self-made man, que "cresceu na vida" e a todo custo precisava provar, na carcaça, que saltou a cerca do subúrbio.

Todo mundo já conheceu o sujeito que morava de aluguel num quarto-sala, mas passeava de Corolla novinho e parava na frente de boates caras pra botar um uísque algum-label no teto do carro. Todo mundo. A Barra é o maior reduto dessa espécie urbana do Brasil. A Barra, seus condomínios fechados, sua vida em automóveis, seus shopping centers e suas arenas de shows.

E aqui não se trata de juízo de valor. Felicidade, ou sua simulação, hoje se compra pra tirar selfie e botar na internet. Quero falar de um buraco mais embaixo.

Nenhuma ideia parece ser tão avassaladora e implacável como a tríade "esforço-mérito-sucesso".

Esquema de pirâmide, mercado de ações, cursos virtuais, loja de diploma e certificado, supersimples, microempreendedor, livro de autoajuda, revista de negócios, palestra de motivação...

Teologia da prosperidade! Até o pastor vai te convencer que o bom você conquista sozinho, e se a merda vier a culpa é toda sua. “Faça o certo e tudo acontecerá”.

Tem gente que acredita piamente nisso. E o pai mais comentado do ano, mais um novo-rico-nem-tão-rico morador da Barra, me convenceu ser um desses.

Slavoj Zizek já havia comentado como a economia dos dias de hoje havia se tornado um debate quase místico. O mercado financeiro - essa coisa que te faz milionário em um dia e paupérrimo em uma hora - era o maior antro de budistas, hinduístas e outras seitas pela qual tudo podia se explicar no plano espiritual.

Porque é assim que a banda quase toca. Salvo os cabeças das agências de risco e poucos bancos privados, todo o resto do "clube de investidores" são os maiores porra-loucas que você pode conhecer e nem sequer saíram da frente do computador.

Você acha que seu amigo que foi morar no meio do mato na Chapada é doidão e corajoso? Imagina o cara que tem casa, escola dos filhos, cirurgia da mãe, 320 parcelas do carro, a viagem pela CVC, o iPhone do ano espalhados em cinco cartões de créditos e apostou sua grana toda num investimento que não tinha como dar errado porque ele era esforçado o suficiente para isso.

Foi esforçado. Mas descobriu que não é assim que a banda toca. E pra mim essa é a grande doença dos nossos tempos.

Matar-se porque perdeu tudo não é tão novo. A crise de 1929 foi recordista em suicídios gerados pelo desespero que é dormir rico e acordar quebrado.

O problema mesmo é que tal lógica se estendeu para a base da pirâmide, e ali não tem amigo governador pra dar isenção fiscal, não tem amigo no tribunal de contas pra disfarçar irregularidade, não tem União pra renegociar dívida...

É só você. Você, seus rebentos, sua culpa e a ira divina para quem fracassou porque não se esforçou o suficiente. A grande doença dos nossos tempos.

The day after

01 / September day to be remembered as the day that the bourgeois counter-revolution in Brazil achieved its purpose: to return to the old days of the great masters and the slaves. The president (Dilma) was impeached by the "body of work" and its vice president (Temer), physiological and now reportedly coup, took over a project we thought had been abolished in 2006 with the re-election of workers' president (Lula) and the consecration of the citizen constitution from 1988.
Well, September 01, the day the rule of law is broken again and democracy back to the streets for the "eternal" civil war that these people suffered has been facing since 1500, the day the natives had their land taken by the Portuguese conquistadors.

Below the last words of Dilma, already impeached.

Pronunciamento da legítima Presidenta Dilma Rousseff - 31/08/2016

Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar. (...) Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados.
Pronunciamento da legítima Presidenta Dilma Rousseff - 31/08/2016
Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todas as senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.
Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.
Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.
É o segundo golpe de Estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.
É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.
Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.
O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.
Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.
Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.
O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.
O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.
Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.
Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.
A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.
Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados.
Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.
Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.
Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.
Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.
Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.
Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.
Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.
Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces.
Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero.
Nada nos fará recuar.
Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.
Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:

 ”Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta.“

 Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.

domingo, 28 de agosto de 2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O segundo golpe, o buraco é mais embaixo!

O primeiro golpe está ai e todos vem, por mais que se façam cegos. O rei está nu!  Mas o segundo golpe é mais malandro ainda!

Nste jogo de faz de conta só mesmo quem acredita em papai noel pode crer. Mas, o rei está nu e ninguem ousa alertar. Pois aprovado o impedimento, qual compromisso do interino para com  seus aliados, se com os votos e a sociedade já foram para o espaço!

. Voces realmente acreditam que ele irá tirar do "próprio bolso" para distribuir pelos afetos? Que nada, os parceiros serão chutados, esquecidos como indigentes. Se alguns estão surpresos com o primeiro golpe, como disse o BRicha, o melhor está por vir! (1-2)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Capital x Capitalismo, quem começou primeiro?

O capital, sob o ponto estritamente técnico, é o que sobra na forma de lucro de toda a atividade humana. Existe uma variante da economia, chamada economia termodinâmica(1), que postula ser o capital o resultado liquido da inteligência humana, revelada e consolidada na atividade humana (social). O resultado prático desta atividade é a produtividade.

Os seres humanos procuram a produtividade, fazer mais com menos recursos, pois eles desejam libertar-se da fome e se auto-realizarem com indivíduos sociais que são. É inegável esse movimento. Ele surge com os primeiros homens procurando a sobrevivência em relação a um meio ambiente totalmente adverso a ele. Precisamos de calor e segurança para produzi-lo e isto é o que menos temos em uma terra fria e habitada por feras.

Os mamíferos lutam pelo calor, não existe outra maneira de obter-lo, a não ser pelos açucares produzidos pela fotossíntese e depois ruminados pelos mamíferos que se adaptaram a este modo de digestão(2). Alguns dirão: mas temos as sementes! Sim, as temos, mas elas surgem como a conseqüência da atividade humana procurando aperfeiçoar a procura pelo calor e não como elemento que propiciou a sobrevivência. Quem discorda, procure ler sobre o trigo, toda a história antropológica que esta por detrás desta semente singular(3).

Pois bem, explicado o que é o capital, devemos agora entender como surge o capitalismo. Como a própria palavra indica, é um derivado, é uma perversão do termo. O capitalismo é maneira como o homem apropriou-se dos frutos do capital para torná-lo propriedade. Na luta primordial, homens procuram "concentrar" o capital em suas mãos para aumentarem a chances de sua sobrevivência e de sua prole. Os clãs estão na gênese desta luta, como escrevi em outro momento(4). O capitalismo pressupõe a concentração e a luta para sua perpetuação. Dito isso, afirmo categoricamente: o capitalismo é a perversão da manifestação primitiva de selvagens "concentrando" o capital.

O capital nunca será abolido ou superado. O capital é a maneira como a natureza material se manifesta. As estrelas são provas vivas que em algum momento a energia, aquela que está acumulada no hidrogênio e que teve seu desenvolvimento na ignição e liberação pela compressão dos átomos de hidrogênio e formação do hélio, chegou a nós O capital é a conseqüência da atividade (processo) material da gravidade. Desde os primórdios a atividade humana procura se apropriar deste calor produzido na compressão gravitacional das estrelas(5-6):

 Hidrogênio -> Helio -> luz -> fotossíntese -> açúcares -> alimentos -> calor e vida!

É um ledo engano pensarmos que podemos prescindir do capital. O capital é fruto e não propriedade. Ele é produzido pelo trabalho de homens e uma vez privado, ele é desperdiçado.  O capitalismo sim será vencido, pois o capitalismo é a maneira selvagem, perversa,  da tentativa de apropriação do capital. Os homens evoluíram de selvagens para seres sociais. Não somos mais simples e ignorantes.  A sinergia da sociedade multiplica exponencialmente nosso  poder de geração do capital. Sem a sociedade não teríamos pisado (literalmente) na lua!

Mas os selvagens se apropriam e não distribuem os frutos deste capital para todos aqueles que o produzirem. Ao invés do capital gerar escolas, saúde e segurança para a sociedade e seus indivíduos, o capitalismo produz o desperdício na forma de renda e "arte" acumulada. O capitalista dissipa este capital de volta para o meio ambiente de uma maneira selvagem, totalmente insana sob o ponto de vista do grau evolutivo que se encontra  o homem neste terceiro milênio DC.


As bombas atômicas (a arte final da guerra) podem precipitar o fim da historia se não entendermos que o capital é social. E, uma vez seus frutos concentrado nas mãos de alguns, teremos a extinção da vida pela falência do planeta(7), nossa morada comum, ou como disse o outro, nossa nave comum nesta viagem pelo imenso universo.


(1) http://ecen.com/eee9/ecotermo.htm

(2) http://s3.amazonaws.com/academia.edu.documents/35854678/pubvet20084.PDF?AWSAccessKeyId=AKIAJ56TQJRTWSMTNPEA&Expires=1470234640&Signature=OG6MiELwGdu1Yb2XYXyCO%2BB%2B7eg%3D&response-content-disposition=inline%3B%20filename%3DEstudo_dos_processos_bioquimicos_da_ferm.pdf

(3) https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/566/1/JoseNunesCarreira_253-296.pdf

(4) http://freituk.blogspot.com.br/2016/04/clas-selvagens.html

(5) https://pt.wikipedia.org/wiki/Cadeia_pr%C3%B3ton-pr%C3%B3ton

(6) http://decifrandoestrelas.blogspot.com.br/2011/12/o-nascimento-estrelar.html

(7) http://jornalggn.com.br/blog/almeida/quem-vai-derrotar-o-capital-sera-a-terra-diz-leonardo-boff#comment-966440

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Luta ou luto das classes sociais?

Tenho escrito sobre esta situação quase cômica que é negar que existam classes e que elas lutam pela propriedade dos recursos gerados pelas sociedade. Quase cômico pois é equivalente ao cego que alega não existir luz pois ele não a enxerga ou àquele que tampa o sol com a peneira e diz que tudo está resolvido pois já não existe o sol. Ou o sujeito é  insano ou mentiroso.

Sim, luta-se todos os dias. Todos, em algum momento de seus dias, tem que "vender" sua mão de obra ou seu produto (que foi produzido em algum momento por uma mão de obra) e, neste processo, a luta fica camuflada pela Barganha_do_Preço. Quem ganhar a barganha, vai levar um naco maior para casa.  Marx deu o nome de mais_valia a este naco (1).

No artigo de Vicenç Navarro escrito para o publico.es e traduzido/publicado em Carta Capital (2), esta luta esta contextualizada sobre a enorme crise de valores que a sociedade passa nos dias de hoje e que pode ser facilmente explicado pelo erro que foi tentar tapar com a peneira o fato que a sociedade capitalista viveu este anátema que é a luta da classes. Tentou-se reduzir esta luta por aquela entre indivíduos e dizer que essa luta é saudável, mas as consequências dessa saúde vemos todos os dias: pessoas pisando em outras, homicídios gratuitos, guerras civis e muitas partes do planeta e o surgimento de fenômenos sociais, tal como Occupy (3), que não podem ser explicados sem fazer uso da luta de classes. Sim, vivemos o luto daqueles que acreditavam que ela tinha deixado de existir ... proibindo o uso das palavras Luta_de_Classes.

(1) http://www.significados.com.br/mais-valia/

(2) http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Existe-a-classe-trabalhadora-/6/36534

(3) https://pt.wikipedia.org/wiki/Occupy_Wall_Street